O que é o chocolate?

Tabletes de chocolate preto, de chocolate branco, de chocolate de leite, tabletes fortes em cacau, tabletes de origem pura, tabletes clássicas, pastilhas, favas ou gotas de cobertura, “ganaches” de mil aromas, “pralinée” finamente crocantes, bombons de cereja, de ginja ou mesmo com o licor, «bouchées» crocantes, barras de chocolate aromatizadas ou não, cacau em pó, pequenos almoços com sabor a cacau, chocolate para barrar, chocolate quente, ovos da Páscoa… tudo isto é chocolate.

Ficamos com água na boca só de pensar nessas delicias.

Mas por detrás destas palavras, que vão ser explicadas ao longo dos próximos textos, existe toda uma cadeia, desde o pequeno produtor de cacau dos confins da selva equatorial até às grandes empresas multinacionais, ou ao pequeno produtor artesanal do mais fino chocolate. Toda uma cadeia com muita diversidade, com as suas árvores, os seus terrenos; com toda uma sequencia de transformações desde o grão de cacau até à guloseima para saborear; com homens, leis, mercados internacionais, questões económicas; com analises e pesquisas cientificas, preocupações ambientais, benefícios para a saúde.

O chocolate, é um mundo por si só.

Hoje em dia o apreciador procura acima de tudo a qualidade do sabor: aromas de chocolate presentes e acompanhados de notas particulares, florais ou frutados, chocolate com efeito de madeira ou condimentados. Também se preocupa com segurança sanitária, com a sua saúde e nutrição, pretendendo encontrar estas características regularmente reflectidas nas suas compras. Muitas vezes pede ao chocolate para o levar numa viagem, no espaço, para longínquos países tropicais, ou numa viagem no tempo, com os Olmecas, os Maias e os Astecas.
O apreciador de chocolate é um curioso, um epicurista apaixonado.

Mas quem é que não gosta de chocolate?

Em cem pessoas, noventa e nove gostam de chocolate. Costuma dizer-se que o centésimo está a mentir.