Quando e como o cacaueiro apareceu na terra

O cacaueiro apareceu na terra muito antes do homem. Veio ao mundo algures no alto Amazonas, no calor e humidade da grande floresta equatorial da América do Sul. Com apenas dez a quinze metros de altura é uma árvores relativamente pequena em comparação com as árvores gigantes de quarenta ou cinquenta metros à sua volta. Pequeno pelo o tamanho, mas já com características bem distintas o que o diferencia das outras. Os seus frutos, tipo vagens, não crescem no interior dos ramos da árvore mas ao longo do tronco e nas ramas mais grossas. São frutos grossos, semelhantes a uma bola de rugby, amarelos, lisos e arredondados ou avermelhados, rugosos e pontiagudos.

Quando amadurecem eles não se desprendem da árvore por si, mas secam sem libertar as sementes. Sem uma intervenção externa, o cacaueiro nunca se teria reproduzido, nem multiplicado. Felizmente, a natureza está atenta: as sementes que contêm os frutos estão envolvidas numa polpa abundante, ligeiramente acida, rica em açucares e com um gosto bastante agradável.

Um roedor mais curioso talvez quisesses ver o que continham as frutas do cacaueiro.

Rebentou a parte exterior da vagem, provou a polpa, gostou e acabou por deitar fora a semente de sabor um pouco mais amarga ao trincar.

Foi assim, em seguida, do rato ao esquilo, do morcego ao castor, as sementes do cacaueiro foram se espalhando por toda esta zona equatorial, quente e húmida, da América do Sul. Elas depositaram-se nos terrenos ricos e húmidos ao longo dos rios: o Amazonas, o Orinoco, o Marañon, o Purus, o Contamana … dando assim origem a que novos cacaueiros crescessem.

De acordo com o trabalho científico de geneticistas, tratou-se de quase uma centena de variedades de cacaueiros que apareceram quase ao mesmo tempo nesta região da Amazónia.

Uma verdadeira abundância de cacaueiros selvagens a emergirem no seu berço natural.