Como é que o Chocolate conquistou a Europa?

A conquista do Novo Mundo acontece no reinado de Carlos V.

Imperador Romano-Germânico a partir de 1519 e Rei de Espanha como Carlos I de 1516.

Governou vários domínios na Europa Central, oriental e do sul além das colónias espanholas nas Américas. Príncipe da Borgonha e dos Países-Baixos, herdou os reinos de Castilha e Leão, de Aragão e de Valência, de Barcelona, do Rossilhão, e da Sardanha, de Maiorca e de Granada, de Navarra; de toda a Espanha, de forma geral. Nápoles, Sicília, Sardenha e os domínios de Hasbourg: Áustria, ducados alpinos e Alsácia, também lhe pertenciam. No Novo Mundo a Espanha conquistou os Astecas do México e os Incas do Perú, estendendo o seu controlo por grande parte da América Central e do Sul. Resumindo, o seu império cobria mais de quatro milhões de quilómetros quadrados pela Europa, Oriente e Américas.

Das conquistas destas últimas, trazem os metais preciosos, o tomate, a batata, o feijão, o milho, a baunilha, o ananás, o peru e o cacau.

A Corte de Espanha, ficou encantada com o cacau na sua forma de bebida, ao qual se juntou o açúcar, aromas de especiarias e outros ingredientes, desde o século XVI. Nessa época, a
Espanha é o Estado mais potente do mundo ocidental. O chocolate passa a ser estendido por todas as cortes e com o mesmo fascínio. Os monges têm um papel também muito importante
na divulgação do chocolate. As ordens religiosas não têm fronteiras e através delas, dos intercâmbios realizados, o consumo do chocolate propaga-se por todos os países da Europa.

Na Inglaterra, terá sido um comerciante francês, que morava em Londres que o terá introduzido.

A chegada do chocolate à França

Durante muito tempo a França e o Santo Império romano-germânico eram rivais. Após a morte de Henrique IV, em 1615, os dois poderes conseguiram apaziguar. Selaram a sua reaproximação através do casamento entre o jovem rei de França, Luís XIII com a Infanta de Espanha, Ana de Áustria, bisneta de Carlos V. Não tendo as devidas atenções por parte do rei,
a Infanta mantêm o seu estilo de vida ibérico rodeada da sua corte espanhola. O consumo do chocolate apenas se limita ao esse circulo restrito, aos mais próximos familiares, não se propagando à corte do rei de França.

A geração seguinte mantêm as mesmas alianças. O Rei Luís XIV casa com a infanta de Espanha, Maria-Teresa, filha do rei de Espanha Filipe IV e de Isabel de França, a imã de Luís XIII. Da mesma maneira que a sua sogra (e tia) Ana de Áustria, Maria-Teresa recria o ambiente de Madrid e introduz na corte de França os hábitos relacionados com o uso de chocolate, mas desta vez, o consumo já não se limita à realeza envolta da infanta, tornando-se rapidamente uma bebida muito apreciada da aristocracia francesa.

Quanto ao fabrico e venda de chocolate são privilégios estritamente regulamentados por carta do Rei.

Bibliografia (link)